Apenas Vandecy Dutra, vereadora do PP, se posiciona sobre denúncia contra Ricardo Barros na CPI

Vandecy foi a única que se manifestou sobre o assunto – Foto – Câmara Municipal de Paranaguá

Diante do escândalo político deflagrado na CPI da Covid-19, em tramitação no Senado Federal sobre a corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, onde supostamente estaria envolvido o deputado federal progressista Ricardo Barros, procurei os três vereadores e presidente do PP na cidade para se manifestarem.

Entretanto, somente a vereadora Vandecy Dutra aceitou opinar sobre esta questão, já devidamente confirmada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM), que é da base governista do presidente Jair Bolsonaro, ainda sem partido.

O nosso deputado paranaense, casado com a ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti e pai da deputada estadual Maria Vitoria, todos do PP, foi Ministro da Saúde no governo Michel Temer, após o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e é o atual líder do governo na Câmara Federal.

Ele é suspeito de favorecer empresas ligadas a Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a representante da Bharat Biotec no Brasil para o fornecimento da vacina Covaxin.

Defesa na imprensa

Deputado alega que “não há dados concretos ou mesmo acusações objetivas” Foto – Câmara Federal

A repercussão do escândalo ganhou proporção estadual e nacional, nesta segunda-feira (28), Barros se defendeu com uma nota à imprensa dizendo que tem acompanhado as repercussões e entrevistas, depois que foi citado na CPI da Covid na sexta-feira (25).

Ele disse que “não há dados concretos ou mesmo acusações objetivas” e propôs prestar esclarecimentos à CPI para demonstrar que não há seu “envolvimento no contrato de aquisição da Covaxin”.

Vandecy crê na justiça

Única vereadora do PP que aceitou falar sobre os dois questionamentos feitos a todos os vereadores; como analisa o envolvimento de Barros, importante membro da Executiva Estadual do PP, nesta situação? E, como vereadora do PP, se isso poderá fazê-la se desfiliar da sigla assim que abrir a janela partidária?

A vereadora diz entender que cada pessoa deva responder por seus atos, tendo respeitado e garantido todos os seus direitos de defesa. Disse ainda que Barros já se colocou à disposição para esclarecer e que ela acredita na Justiça.

No caso da possível desfiliação, ela foi objetiva. “Tenho um mandato ainda no início e temos muito a trabalhar e construir”, finalizou.

Bruno vai esperar e Kutz não retornou

Bruno do Idamir vai esperar “baixar poeira” e Kutz não quis se manifestar Foto – Câmara Municipal de Paranaguá

O mais jovem vereador de nossa cidade, Bruno Miguel Renosto, o Bruno do Idamir, disse que vai deixar “baixar a poeira”.Prefiro aguardar e saber o que a CPI poderá nos informar mais, sobre o ocorrido”, comentou.

Por sua vez, Thiago Kutz, líder do governo na Câmara Municipal, sequer deu retorno aos meus questionamentos.

Presidente no “muro”

Presidente do PP de Paranaguá vai esperar Barros se manifestar na CPIFoto – Reprodução/Facebook

Indicado presidente da Comissão Provisória Municipal do PP, desde o dia 10 deste mês, após reunião com Secretário Geral da Executiva Estadual Daniel Cordeiro, o Diretor Financeiro Mário Leardini e os três vereadores parnanguaras, o secretário de Agricultura e Pesca de Paranaguá, Antônio Ricardo dos Santos não quis comentar sobre o assunto.

Questionado por este jornalista, se acreditava que essa situação poderá resultar em possíveis desfiliações, inclusive dos vereadores Ricardo também não quis se manifestar, alegando que aguardará um “pronunciamento do próprio Ricardo Barros”.

Insisti com o secretário, lembrando que o deputado já havia feito isso neste dia em nota à imprensa. No que ele retrucou “mas ele provavelmente vai fazer isso na CPI”, reforçando que só falará “após os finalmente”.

Kilt na eleição de 2022

Não tenho dúvida que esta “saia justa” vai apertar muito na cintura dos três vereadores na eleição geral do próximo ano e que, dificilmente, irão apoiar Ricardo Barros numa possível reeleição ou outro cargo que dispute, em qualquer esfera de poder. Desta vez, este kilt, certamente não será estilo pregueada e sim do tipo da calça legging de ginástica, justo demais para Vandecy, Kutz e Bruno, razão pelo qual não descarto que, em 2024, o PP seja defenestrado do Carijó por alguns deles. Resta esperar.

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