Encontro de Maristela Bernardi com Paranaguá veio desde o berço

Os 8 anos que Maristela comandou o NRE se transformaram em muitos presentes para Paranaguá

Certamente você já conheceu servidores e até comissionados que fazem do trabalho no serviço público um sacerdócio.

Não são poucos no quadro fixo, mas concursados que viram comissionados são pérolas negras; raras.

Em mais de 40 anos de jornalismo conheci muitos concursados e pouquíssimos comissionados e não sei se poderia contá-los com os dedos da mão.

Mas em toda passagem de aniversário de nossa amada cidade, uma querida amiga, pérola negra da melhor qualidade, sempre me vem à cabeça e, nestes 373 anos não foi diferente.

E porque isso ocorre?

Diria que pelo plano divino com o qual nascemos e damos nosso primeiro choro, mas que muitos gostam de dizer, se tratar de um capricho do destino.

Falo da expertise em educação que mudou o ensino estadual em duas gestões no comando do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, a professora Maristela Quintana Bernardi.  

Seu encontro com Paranaguá veio desde o berço, pois esta gaúcha de Tenente Portela veio ao mundo no dia 29 de julho, dia do aniversário de Paranaguá.

Uma coincidência que a amiga credita como obra do destino. Algo que seus pais, o cartorário Daindo e Nadir, nunca imaginaram e pensavam que teriam uma filha veterinária no futuro.

Há mais de 700 quilômetros de onde o Paraná nasceu, na fria cidade gaúcha, a vocação para o magistério ficou escondida no coração de Maristela, porque seu amor estava voltado aos animais de qualquer espécie.

Sua casa sempre foi abrigo seguro para cães e gatos que tanto alegravam Maristela e já tinha decidido ser veterinária. Mas bastou vir a adolescência para sua atenção voltar-se para o trabalho com pessoas.

Assim despertou o magistério no coração de Maristela.

Enfim, a Cidade Mãe do Paraná

Depois de iniciar sua carreira como profissional de educação na distante região sudoeste do Paraná atuando em sala de aula, sua dedicação justificou a frase do dramaturgo italiano Luigi Pirandello, Prêmio Nobel de literatura de 1934: “o aprendizado é um tesouro que acompanha seu dono a todos os lugares”.

Vem o ano de 2003 e, com ele, o retorno do governador Roberto Requião no comando do Paraná e com a amiga já atuando como diretora em Pontal do Paraná, vem o convite para levar nos ombros a educação do litoral.

Ela se torna Chefe do NRE de Paranaguá e o resultado não poderia ser outro, um salto na educação do litoral.

A educação na cidade e a região abrem uma porta que permaneceu aberta por oito anos, onde o crescimento e desenvolvimento só entraram e, após este período muito de bom acabou saindo de nossa cidade, e o colégio Estados Unidos da América é o pior dos exemplos.

Suas duas gestões foi um divisor de águas na educação e, de lá para cá, pouca coisa se fez, na humilde opinião deste jornalista que acompanhou tudo bem de perto e traduzindo na imprensa.

Só um pouco do muito

Os que estiverem com tempo e um pouco de paciência para chegar até aqui estarão se perguntando; afinal, o que ela fez para justificar este texto?

Dizer tudo o que fez no litoral, gastaria muito do tempo de minha aposentadoria teclando, mas aguçarei a curiosidade nesta interrogação, falando um pouco do muito que se fez no litoral e em nossa cidade apenas nos seus três primeiros anos de gestão.

Com uma competência lhe valeu do governador e secretário de Estado da Educação, carta branca para suas ações, Maristela sempre atuou no coletivo para fazer as coisas acontecerem.

O NRE em suas gestões sempre trabalhou em parceria com as prefeituras e secretarias Municipais, sem separatismo entre alunos das escolas estaduais e alunos das escolas municipais.

Assim ocorreu a implantação das séries finais do Ensino Fundamental nas Ilhas de Guaraqueçaba e Paranaguá, meta atingida em tempo recorde.

Os cursos profissionalizantes para Pontal do Paraná, Guaratuba e Antonina que se tornaram marcos.

O Curso de Gestão Portuária em Antonina que foi inédito no Brasil.

A ida do ensino médio para Ilha dos Valadares e o fundamental para as comunidades pesqueiras.

Investir é educação é garantir boas gerações

Quem conhece um pouco do Japão sabe que se tornaram uma potência mundial por muito investirem na educação e, com isso, o desenvolvimento avançou por gerações e o resultado é o que vemos hoje em dia.

Por essa razão é que faço este regaste histórico como agradecimento pelo trabalho sacerdotal de Maristela na educação de nossa cidade e do litoral.

Faço porque o fruto do seu trabalho, ou pelo daquilo que as gestões sucessoras mantiveram vai seguir beneficiando gerações futuras.

Quem estreou o ensino médio no Cidália Rebelo Gomes na Ilha dos Valadares, hoje, certamente é um professor, médico, juiz ou advogado com família formada.

Da mesma forma, aqueles que trocaram a malha de linha nas comunidades pesqueiras para seguir seus estudos.

Esta foi a melhor forma que achei de parabenizar esta querida amiga pelo seu aniversário no dia 29 junto com a cidade que lhe acolheu e ela tanto retribuiu.

Parabéns amiga e que o bom Deus te abençoe hoje e sempre.

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