Jozias da Negui quer ampliar o “Teste do Pezinho” para reduzir doenças e mortes em bebês

Projeto de Jozias vai trazer segurança para as futuras gestantes de Paranaguá e seu bebê – Foto: Arquivo pessoal do vereador

Reduzir o número da mortalidade infantil na cidade, hoje, na média de 20 crianças com menos um ano idade ao ano, após o susto de 2009, quando se chegou a 41 óbitos, mais que o dobro, segundo o IBGE, dependerá apenas da Câmara Municipal de Paranaguá.

Para isso, basta que os vereadores aprovem o Projeto de Lei 5767/2021, proposto pelo vereador Jozias de Oliveira Ramos (PDT), o Jozias da Negui, que pretende obrigar hospitais e maternidades realizarem em todos os recém-nascidos o Teste de Triagem Neonatal na modalidade ampliada, com a metodologia de Espectromia de Massa em Tandem (EMT).

A intenção é o de garantir o diagnóstico precoce para aumentar a chance de melhores resultados no tratamento dos distúrbios e evitar, até mesmo, possíveis mortes.

Mas o que vem a ser este teste de nome bastante complicado, senão o famoso “Teste do Pezinho” de forma ampliada, visando abranger outras disfunções, prevenindo vários agravos, patologias e erros inatos do metabolismo, trazem riscos incuráveis para a inteligência e outras doenças, que podem até levar a morte do bebê.

Atento com a possiblidade da realização do Censo Demográfico de 2021 neste ano ou em 2022, segundo o novo presidente do IBGE, Eduardo Rios Neto, o vereador levou em conta o fato de Paranaguá possuir uma população de supremacia feminina, numa proporção de 2.6%, que daria cerca de 77 mil mulheres e 74 homens.

Entretanto, os números de natimortos e crianças com menos de um ano de idade fez com que Jozias da Negui voltasse sua atenção para o momento mais importante das mulheres, a gestação, quando ela traz vida ao mundo e para sua família.

“Temos a oportunidade de dar tranquilidade para as futuras mamães se aprovarmos este projeto e garantir que o diagnóstico destas doenças seja realizado antes mesmo do bebê sair do hospital. Sei que os demais vereadores irão abraçar esta causa”, me falou Jozias.

A intenção desta proposta é garantir ao recém-nascido o diagnóstico precoce para aumentar a chance de melhores resultados no tratamento de todos os distúrbios.

DOENÇAS QUE PODEM SER DETECTADAS

Se aprovado, o Projeto de Lei poderá diagnosticar seis disfunções que proporcionará tratamento e acompanhamento para se garantir a saúde do recém nascido nos hospitais e maternidades do município.

O projeto vai ampliará eficiência do Teste do Pezinho com a metodologia de Espectromia de Massa em Tandem (EMT) e diagnosticar doenças

Aminoacidopatias

São distúrbios hereditários que ocorrem quando os pais transmitem aos filhos os genes defeituosos e, em alguns casos, provocar esgotamento e dificuldade alimentar;

Distúrbios dos ácidos orgânicos

Causam doenças caracterizadas pelo acúmulo de ácidos orgânicos e seus derivados nos tecidos, sangue, urina e outros líquidos corporais;

Distúrbios da beta oxidação dos ácidos graxos

É um grande causador de problema como retardo do desenvolvimento mental e físico;

Distúrbios do ciclo da ureia

Os problemas que resultam em manifestações clínicas vão desde leves, como a incapacidade de ganhar peso, retardo mental e hiperamonemia episódica, gravíssimas, como estado mental alterado, coma e até mesmo a morte;

Galactosemia, galactosemia (Gal) e galactose-1-fosfato (Gal-1-P)

Pessoas com esta doença tendem a mostrar dificuldades de alimentação e apresentam manifestações tóxicas gerais durante as primeiras semanas de vida, resultando em vômitos e diarreia, perda de peso, icterícia, hepatomegalia e ascite.

Se a galactose não for retirada da dieta, a síndrome tóxica pode evoluir e dar origem a complicações com risco de morte, como cirrose, insuficiência hepática ou ainda morte por sepse associada a Escherichia coli fulminante;

Deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD)

Muito confundida com uma alergia alimentar, esta doença tem como pior reação, a indução da hemólise, que gera a destruição prematura das hemácias, causando anemia;

Tramitação na Câmara

O vereador Jozias da Negui protocolou o Projeto de Lei 5657/21 nesta terça-feira (08) e ainda passará pelas comissões permanentes da Casa que irão dar seu parecer para depois vir ao plenário para ser votada em sessão remota.

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