Vaza Porto: vereador Edilson cobra o que não faz

O requerimento solicitando exoneração de Lozano foi assinado por Edilson Caetano e Irineu Cruz – Foto – Câmara Municipal de Paranaguá

Tem pior atitude para quem se diz sério, do que fazer valer o ditado “faça o que digo, mas não o que faço”?

Bem difícil. Agora pense um vereador fazer exatamente isso, usando a estrutura pública paga grana com nossa grana dos impostos. Diria que um tremendo contra senso, para não falar outra coisa.

Foi isso que o vereador, o pastor Edilson Caetano do Republicanos, fez na sessão desta terça-feira (20) e que contou com a assinatura do vereador Irineu Cruz, ambos, no caso do tal “Vaza Porto”.

Edilson Caetano entrou com o Requerimento nº 350/2021 onde solicita do prefeito Marcelo Roque, a exoneração João Antônio Lozano Baptista como Secretário do Trabalho e Assuntos Sindicais.

E qual sua justificativa para o requerimento? Supostos “indícios de possíveis irregularidades no sindicato dos Estivadores em relação a prejudicar de forma direta a negociação da convenção coletiva de trabalho”.

É nisso que dá segmentos específicos, como igreja, eleger pessoas que desconhecem características da cidade e sem conhecimento de setores essenciais da sociedade, como o sindicalismo da faixa.

Senão ambos saberiam que Lozano não responde pela Estiva desde dezembro de 2020 e é o atual presidente Izaias Junior e sua diretoria, que tinham a responsabilidade de fazer a Convenção Coletiva de Trabalho – CCT, sem qualquer interferência e não fizeram até agora.

Sem dizer que mesmo que isso fosse verdade, o que não é. Não seria papel do vereador esta fiscalização, por se tratar de política sindical e não partidária e sequer envolver o Executivo.

Nem vou entrar em mais justificativas furadas do requerimento, pois acredito não caber sequer discussão pelos vereadores na segunda-feira, pois seguirá usando a estrutura legislativa e gastando o erário indevidamente e de forma irresponsável.

ASSESSOR DE EDILSON SEGUE NOMEADO

Agora falando do ditado “faça o que digo, mas não o que faço”, é muito incoerente o vereador pedir a exoneração de Lozano por “indícios”, quando mantém o assessor legislativo Flávio Henrique Cordeiro da Silva nomeado em seu gabinete na Câmara até hoje.

Ele é suspeito de vender terrenos em área de ocupação no Rio da Vaca, algo que admite e o vereador e até o acompanha nas reuniões. O JB Litoral trouxe essa denúncia no começo de setembro, onde moradores confirmaram que Flávio é quem manda na área, negociando, inclusive, terrenos e serviços, como água e luz.

E para conseguir o fornecimento, muitos estariam sendo cobrados: R$ 1,5 mil pela luz e R$ 500 pela água, a partir de ligações clandestinas. E alguns, mesmo pagando, não estariam recebendo o serviço: a energia elétrica, por exemplo.

Veja na reportagem aqui.

Interessante que Edilson Caetano disse que esta situação foi só de “trabalho de campanha” e, no caso do seu assessor, disse que se ele praticasse qualquer irregularidade, haveria consequências. Mas disse que se surgir qualquer prova de atuação ilícita, tomaria providências. Flávio segue na Câmara com cargo de R$ 4,3 mil.

Ou seja, para Lozano pede exoneração ao prefeito alegando “indícios” e, ao assessor, com fato comprovado onde, cabe somente a ele exonerar, como dizem os colegas do Clip Comunicações, ele “passa pano”.  Não dá para entender.

O assessor Flávio (à esquerda) e o vereador Edilson numa das reuniões com ocupantes da área. Foto: Reprodução Facebook

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